Ex-director-geral do INSS é acusado de desviar mais de 510 milhões de meticais e investir em 25 imóveis de luxo

Maputo, 6 de Agosto de 2026 – O antigo director-geral do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Joaquim Siúta, é acusado pelo Ministério Público de liderar um alegado esquema de corrupção que terá causado um prejuízo superior a 510,1 milhões de meticais aos cofres do Estado.

Segundo a acusação, o dinheiro alegadamente desviado foi utilizado para adquirir um património imobiliário composto por 25 imóveis, localizados em Moçambique e no estrangeiro. Entre os bens identificados pelas autoridades encontram-se sete apartamentos no condomínio Umran II, situado na Sommerschield, na cidade de Maputo, bem como três apartamentos no Condomínio Valentina, localizado na Rua Frederich Engels.

As investigações indicam ainda que o antigo gestor terá adquirido dois apartamentos em Pretória, na África do Sul, além de dois imóveis de luxo no empreendimento The First Collection, no Dubai.

O Ministério Público considera que o esquema contou com o envolvimento de familiares próximos. A esposa de Joaquim Siúta, Elisa Fondo Siúta, foi igualmente constituída arguida e detida por suspeitas de receber e gerir grandes quantias de dinheiro em numerário provenientes das alegadas operações ilícitas.

O caso envolve ainda outros antigos gestores e funcionários do INSS, suspeitos de participação em crimes relacionados com desvio de fundos públicos, corrupção, abuso de cargo e gestão danosa. As investigações estão a ser conduzidas pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), com apoio do SERNIC.

O processo segue agora para a fase de julgamento, enquanto o Estado procura recuperar os activos que as autoridades acreditam terem sido adquiridos com recursos desviados da Segurança Social.

Principais destaques

  • Mais de 510,1 milhões de meticais alegadamente desviados do INSS.
  • 25 imóveis identificados em Moçambique, África do Sul e Dubai.
  • Esposa do principal arguido também foi detida.
  • Outros antigos gestores do INSS fazem parte do processo.
  • O Estado pretende recuperar os bens considerados adquiridos de forma ilícita.

Fonte: Ministério Público e Canal de Moçambique.


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