Durante uma entrevista, Zebito acusou a FRELIMO de estar a tentar criar condições para comprometer politicamente Venâncio Mondlane através dos processos que envolvem o político. Na sua interpretação, por detrás dessas acções estaria o receio de enfrentar Mondlane numa futura disputa eleitoral.
A declaração é forte e deve ser entendida como uma posição política de Zebito, e não como um facto comprovado.
Mas a pergunta levantada merece ser discutida: se existe confiança na força política e eleitoral de qualquer partido, por que razão haveria necessidade de recorrer a processos ou mecanismos judiciais para afastar um adversário?
Ao mesmo tempo, qualquer acusação contra instituições do Estado deve ser acompanhada de provas e analisada com responsabilidade. A Justiça deve funcionar com independência, sem beneficiar nem prejudicar qualquer grupo político.
Moçambique precisa de uma disputa política baseada em ideias, propostas e capacidade de convencer o eleitorado — não numa batalha permanente para eliminar adversários.
Se Venâncio Mondlane representa uma ameaça eleitoral, a resposta deveria ser simples: enfrentá-lo nas urnas.
No final, quem deve decidir quem merece governar não são os partidos, os tribunais ou os comentadores. É o povo moçambicano, através do seu voto. 🇲🇿
A democracia só ganha quando todos os concorrentes podem disputar em condições justas e quando o cidadão tem liberdade para escolher.
