𝐀 𝐇𝐮𝐦𝐚𝐧 𝐑𝐢𝐠𝐡𝐭𝐬 𝐅𝐨𝐮𝐧𝐝𝐚𝐭𝐢𝐨𝐧 (HRF) condena a perseguição judicial contra o líder da oposição Venâncio Mondlane, em Moçambique, bem como a campanha de violência levada a cabo contra membros e apoiantes do partido ANAMOLA (Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo). 𝐀 𝐇𝐑𝐅 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐢𝐝𝐞𝐫𝐚 𝐌𝐨𝐧𝐝𝐥𝐚𝐧𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐨 𝐥𝐞𝐠𝐢́𝐭𝐢𝐦𝐨 𝐯𝐞𝐧𝐜𝐞𝐝𝐨𝐫 𝐝𝐚𝐬 𝐞𝐥𝐞𝐢𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐢𝐝𝐞𝐧𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟒, amplamente contestadas.
No dia 18 de abril, Mondlane acusou publicamente o regime da FRELIMO de estar por trás de uma onda de repressão violenta contra a ANAMOLA. Entre os dados apresentados, destacou-se o registo de 55 assassinatos extrajudiciais de seus apoiantes e 436 casos documentados de violência extrema contra a sua política de base, incluindo agressões físicas, ameaças com catanas e o assassinato de dois coordenadores distritais do partido na província da Zambézia.
Em março, o 𝐀𝐍𝐀𝐌𝐎𝐋𝐀 𝐬𝐮𝐛𝐦𝐞𝐭𝐞𝐮 𝐮𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐥 𝐚̀ 𝐂𝐨𝐦𝐢𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐀𝐟𝐫𝐢𝐜𝐚𝐧𝐚 𝐝𝐨𝐬 𝐃𝐢𝐫𝐞𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐇𝐮𝐦𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐞 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐨𝐯𝐨𝐬, 𝐝𝐞𝐧𝐮𝐧𝐜𝐢𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐮𝐦 𝐩𝐚𝐝𝐫𝐚̃𝐨 𝐬𝐢𝐬𝐭𝐞𝐦𝐚́𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐯𝐢𝐨𝐥𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐝𝐢𝐫𝐞𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐮𝐬 𝐦𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨𝐬 𝐞𝐦 𝐯𝐚́𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐩𝐫𝐨𝐯𝐢́𝐧𝐜𝐢𝐚𝐬. O documento levanta suspeitas sobre o envolvimento da unidade paramilitar Unidade de Intervenção Rápida (UIR) e denuncia um ambiente de impunidade persistente.
Até ao momento, nenhum responsável pelo uso de munições letais contra manifestantes foi responsabilizado.
