O Governo moçambicano aceitou as recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI) na sequência da visita técnica que decorreu em Maputo entre 8 e 12 de junho, iniciando formalmente a preparação de um novo Programa de Facilidade de Crédito Alargado para estabilizar as finanças públicas. O país atravessa um momento delicado económico, com uma contracção grave registada em 2025 e uma previsão de crescimento de apenas 0,5% para 2026, agravada pela escassez de divisões, pela inflação crescente e pela exposição a choques externos como a crise no Médio Oriente, que encareceu os combustíveis e os fertilizantes importados
Para aceder ao novo financiamento, o Executivo compromete-se a implementar um conjunto de reformas exigentes. Entre as prioridades estão a sustentabilidade da dívida pública, o reforço da arrecadação de receitas internas, a criação de mecanismos para combater a escassez de moeda estrangeira e o aumento da rede de protecção social às camadas mais vulneráveis. O FMI alertou que, apesar de uma ligeira redução do défice orçamental no último ano, as vulnerabilidades fiscais e a dívida aumentam em níveis preocupantes.
