Ataque aconteceu em Marangira
O ataque ocorreu em Marangira, onde o grupo armado terá tomado mantimentos e incendiado parte das instalações da estância.
Os atacantes são apontados como estando ligados a uma afiliada do Estado Islâmico que opera nas proximidades de Cabo Delgado.
Vários funcionários estarão desaparecidos
Além do mecânico sul-africano, dois outros funcionários da estância, incluindo um cozinheiro, também estarão entre as pessoas que terão sido levadas pelos insurgentes.
As autoridades locais acreditam que 11 pessoas estão desaparecidas e poderão ter sido capturadas pelos insurgentes.
A suspeita surgiu depois de civis terem sido vistos a ser levados pelos atacantes para fora da localidade.
No entanto, ainda não está claro se o número de 11 desaparecidos inclui os três funcionários da estância que terão sido feitos reféns.
Cidadãos norte-americanos foram retirados
Três cidadãos norte-americanos que se encontravam hospedados no acampamento estavam fora, numa actividade de caça, quando o ataque aconteceu.
Nenhum dos três ficou ferido. Posteriormente, foram retirados da região por via aérea.
Ataque poderá ter sido planeado
Os detalhes sobre o ataque, ocorrido no final da semana passada, continuam a ser apurados.
A Mutambo Films, empresa de comunicação ligada à conservação e que mantém contacto com pessoas na região, afirmou que as informações disponíveis apontam para a possibilidade de o ataque ter sido previamente planeado.
Segundo a organização, os insurgentes teriam estado a deslocar-se para oeste, a partir de Cabo Delgado, antes de chegarem à área atacada.
Torre de telefonia teria sido desactivada
Outro elemento que reforça a suspeita de preparação prévia é a desactivação deliberada da torre de telefonia móvel que servia a região.
A interrupção das comunicações teria ocorrido antes de os atacantes avançarem contra a estância de caça, o posto policial local e o centro médico.
Investimento de milhões de dólares
A operação da estância teria investido aproximadamente 3,5 milhões de dólares, equivalentes a cerca de 56 milhões de rands sul-africanos, ao longo da última década.
Os investimentos foram destinados à construção de infra-estruturas, conservação e desenvolvimento local.
O ataque representa agora um duro golpe para os projectos desenvolvidos na região.
Projectos de conservação ficaram comprometidos
A organização de conservação Moçambique Bio afirmou que o ataque ameaça anos de trabalho desenvolvido na província do Niassa.
O projecto está localizado nas proximidades da Reserva Especial do Niassa e vinha apoiando iniciativas de protecção da fauna bravia, combate à caça furtiva e programas destinados às comunidades que vivem nas áreas circundantes.
Entre as iniciativas desenvolvidas estavam o apoio à construção de uma escola, uma mesquita e infra-estruturas de abastecimento de água, além da criação de oportunidades de emprego para moradores locais.
Paradeiro dos possíveis reféns continua desconhecido
Com o ataque, essas actividades ficaram comprometidas enquanto as autoridades procuram determinar o paradeiro dos possíveis reféns e a dimensão total da ocorrência.
Até ao momento, as informações sobre o número exacto de pessoas capturadas e o seu paradeiro continuam a ser apuradas.
Fonte: Newsroom ZA
